Depois de um tempo fora do mercado nacional, perdendo espaço para as pick-ups concorrentes S10, Hilux e Frontier, a nova Ranger 2018 pretende retomar seu lugar no ranking de vendas e aposta na motorização V6, num design diferenciado e na adoção de novas tecnologias para chegar ao topo.
Esta pick-up que começou a ser vendida no Brasil em meados de 1995, tem suas raízes no mercado americano. Tanto que o modelo Ford Ranger 2018 é cotado em termos dos moldes criados para o público dos EUA.
A última grande atualização da Ford Ranger aconteceu antes de 2015, por isto, esta nova versão promete muito mais tecnologia, inovação e design, para fazer frente a veterana Chevrolet S-10 (confira aqui ficha técnica), lançada quase ao mesmo tempo que ela, e as outras pick-ups mais vendidas atualmente, como a da Mitsubishi, da Toyota e da Nissan.
Design da nova Ford Ranger 2018
Com uma frente mais moderna e cheia de estilo, a pick-up pretende agradar aos mais conservadores e os mais modernos. Ficou mais robusta, ganhou mais detalhes cromados e uma nova grade que atrai o olhar assim que a vemos.
O espaço interno que já era bom ficou ainda maior, parte disto se deve ao espaçamento entre os eixos nesta versão, o painel também ficou mais delineado, com uma superfície mais macia e agradável ao tato, com capricho nos acabamentos e com recursos multimídias de primeira linha.
Os ajustes no para-choques e na grade permitiram que o novo desenho dos faróis ficasse mais ajustado, sem contar que ainda ajudam na aerodinâmica de modo geral.
Segurança e tecnologia
O novo painel promete uma tela touch de 8”, com GPS integrado e alguns itens que farão da nova Ranger um carro mais seguro. Entre eles, o farol alto automático é o que chama atenção, principalmente em terras tupiniquins onde esquecer de mudar o farol pode sujeitar o motorista a multa de quase R$90,00 e 4 pontos na carteira.
Outros itens que ajudam a fazer a direção mais segura são os controles no volante, o que diminui o risco de ‘tirar o olho da estrada’ para mudar o volume da música por exemplo. O Sistema de Permanência na Faixa -Lane Keeping System também é hiper útil, e funciona como um monitor de cansaço, ajudando quando a distração quer tomar conta do condutor.
Dois outros itens que vale a pena falar, são o sensor de monitoramento da pressão dos pneus, e o retrovisor eletrocrômico, o primeiro ajuda a cortar custos com o balanceamento, te avisando a hora certa de calibrar os pneus, e o segundo, é útil quando na estrada, tem aquele farol desregulado do carro ao lado atrapalhando a sua visão.
Entre os itens tecnológicos que vale a pena listar estão:
- Sistema multimídia SYNC
- Navegador GPS
- Sensor de Chuva
- Alerta de colisão
- Console Central Refrigerado
- Alarme antifurto
- Controle de velocidade adaptativo
- Chamada de emergência
- Indicador de fadiga
- Ar condicionado automático digital, dual zone
- Câmera de ré
- Leitor de cartão de memória
Motor e consumo
Escolher entre câmbio automático, ou câmbio manual, e ter que escolher também entre flex ou dieses podem fazer a diferença entre o desempenho e a economia. Vale avaliar bem qual o seu caso, porque há quem diga, que diesel não compensa ou que o flex é quem deixa a desejar.
Na versão flex, o que ficou claro é que há uma leve diminuição no desempenho, mas se você estiver buscando pela facilidade do combustível disponível, pode ser uma boa escolha.
Quem precisa de uma pick-up mais potente e não pode abrir mão deste quesito, talvez seja bom avaliar os prós e os contras das duas versões diesel, que dão conta do recado em qualquer situação.
O motor 3.2 a diesel com câmbio automático e 6 velocidades tem uma média de consumo de 8,5 km/l se estiver dentro da cidade. A coisa melhora um pouco quando estamos na estrada, com rendimento de até 10,1 km/l.
Quando o motor é o 2.5 flex, e optamos por etanol, o rendimento assusta, cerca de 4,8 km/l dentro da cidade, com uma melhora perceptível para 6,9 km/l na estrada.
A versão a diesel 2.2 com câmbio automático, faz cerca de 8,4 km/l dentro da cidade e consegue manter tranquilamente o consumo em 10,4 km/l quando está na estrada.
Você pode optar pelas seguintes versões do motor:
- Motor Duratec 2.5 Flex com 173 cv de potência – o desempenho mais fraco do modelo, com um máximo de 171 km/h e de 0 a 100 em 12,5 segundos.
- Motor Duratorq 2.2 Diesel com 160 cv de potência;
- Motor Duratorq 3.2 Diesel com 200 cv de potência – chega de 0 a 100 em 11,6 segundos, o melhor desempenho da Ranger 2018
Ficha técnica
- Motor 2.5 flex de 168 cv com gasolina e 173 cv com álcool.
- Motor 2.2 turbodiesel de 160 cv.
- Motor 2.5 turbodiesel de 200 cv
- Comprimento (mm) 5351
- Largura (mm) 1815
- Altura (mm) 1848
- Entre eixos (mm) 3220
- Peso (kg) 1939
- Capacidades do tanque (litros) 80
Pneus:
- Menor tamanho do pneu: 215/70R16
- Maior tamanho do pneu: 265/60R18
- Diâmetros: 16.0” – 18.0”
- Largura (mm): 215 – 265
Compare com a ficha técnica do Ford Ranger versão 2017 aqui
Preços
Os preços a seguir são estimativas, ainda não foi lançada uma tabela oficial com os valores que serão praticados para a nova Ford Ranger 2018
- 2.5 XLS CD (Flex) – R$ 102.200
- 2.5 XLT CD (Flex) – R$ 112.500
- 2.5 Limited CD Mod Center (Flex) – R$ 121.700
- 2.2 TD XLS CD 4×4 – R$ 142.900
- 2.2 TD XLS CD 4×4 (Aut) – R$ 151.700
- 3.2 TD XLT CD 4×4 (Aut) – R$ 168.400
- 3.2 TD Limited CD Mod Center 4×4 (Aut) – R$ 184.490
Pontos Fortes
- Espaço, robustez e um preço que não perde em nada para os concorrentes.
- Está mais segura, mais estável e com tecnologia compatível.
Pontos Fracos
- Consumo, com classificação E, ela perde feio para os concorrentes.
Agora que você já conhece tudo sobre este novo carro que vai estourar nas vendas de 2018 confira se faz o seu perfil. Quem sabe este não pode ser o seu próximo novo grande carro.